Continental inaugura sua primeira fábrica de pneus no Brasil.
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05/04/2006 Camaçari, 5 de abril de 2006 - Após 18 meses do lançamento da pedra fundamental, a primeira fábrica de pneus da Continental no Brasil, localizada no Pólo Industrial de Camaçari, próximo a Salvador, Bahia, foi inaugurada oficialmente em solenidade que contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Governador da Bahia, Paulo Souto, entre outras autoridades. A nova planta irá produzir até o final deste ano 9.000 unidades diárias de pneus de passeio, número que deverá crescer para 14.000 unidades no primeiro semestre de 2007. No próximo mês de julho, terá início também a fabricação de pneus de carga, com uma produção estimada em 1.000 unidades/dia até o final de 2006 e a perspectiva de evoluir para 1.700 unidades diárias até o final do próximo ano. A fábrica de Camaçari foi projetada de modo a permitir futuras expansões, em diversas fases. A primeira ampliação prevê a introdução de novo maquinário e a segunda contempla a expansão da área de produção propriamente dita. A ampliação da fábrica também está prevista no planejamento de todas as infra-estruturas básicas, já preparadas para operar com o máximo de capacidade. Localizada em uma área total de 800.000 m2, a nova unidade ocupa uma área construída de 500.000 m² e absorveu investimentos da ordem de US$ 260 milhões. Ela irá gerar, em plena capacidade, 1.200 empregos diretos e mais de 4.000 indiretos. O número atual de funcionários deverá crescer para 700 até dezembro próximo e para 900 em 2007. O primeiro pneu Continental produzido no Brasil, um ContiEcoContact 3 medida 175/70R13 82T, foi enviado no final do ano passado para homologação na unidade do Grupo em Hannover, na Alemanha. Lá, ele foi submetido a uma intensa bateria de testes para uma completa avaliação de sua resistência aos mais diversos ambientes, incluindo a simulação da performance do pneu na estrada. Empregando as mais recentes tecnologias desenvolvidas pela Continental para a produção de pneus, a fábrica de Camaçari contou com um extenso programa de treinamento de seus funcionários, em diversas unidades do Grupo espalhadas pelo mundo. Inicialmente, serão produzidos na nova unidade pneus nas seguintes medidas: 165/70R13; 175/70R13 ; 175/65R14 e 185/60R14; sendo que a fábrica está capacitada a produzir até o aro 19” para a linha passeio. De acordo com Pedro Carreira, Diretor Superintendente da Continental do Brasil, responsável pela Fábrica de Camaçari, “além de absorver as mais recentes conquistas tecnológicas, a nova fábrica se beneficiou também de um extenso programa de treinamento em diversas unidades do Grupo no exterior, com destaque para Portugal e Alemanha, além dos EUA, República Tcheca e Eslovênia, em um programa que envolveu o treinamento de 189 pessoas”. Ainda segundo Pedro Carreira, “a qualificação da mão-de-obra é uma das principais preocupações da Continental, que está dando seqüência ao treinamento dos operadores de produção, em parceria com o Centro Educacional e Tecnológico de Camaçari, uma iniciativa que reúne o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura local”, acrescentando que no ano passado este programa beneficiou 120 pessoas, número que deverá crescer para 350 este ano. “O plano de treinamento é contínuo e prevê o desenvolvimento de programas de qualificação e reciclagem, incluindo cursos técnicos e comportamentais para todas as áreas”, finaliza. “Os produtos que sairão da fábrica de Camaçari serão tão modernos quanto os produzidos na Alemanha”, comenta Renato Sarzano, responsável pelas operações de Pneus da Continental na América Latina. De acordo com o executivo, este é um importante diferencial competitivo não só para o mercado brasileiro e latino americano. “A inauguração desta primeira fábrica de pneus da Continental no Brasil sinaliza nossa trajetória para uma única direção, a do crescimento”, destaca Sarzano. Para Renato Sarzano, é prematuro afirmar com exatidão qual percentual da produção será voltado para o mercado interno e qual para exportação. “Uma série de variáveis, como custos de produção e logísticos, níveis de preços e demanda nos vários mercados, além, é claro, da taxa de câmbio, influenciam na definição do percentual de produção voltado para o mercado externo”, analisa o executivo, acrescentando que o número de unidades voltadas para o exterior deverá ficar situado em uma faixa mínima de 70% e máxima de 90% do total da produção da nova fábrica. |
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